Imaginando corporeidades vulneráveis no Capitaloceno: a criação de 2415 e Movimentos Tentaculares
DOI:
https://doi.org/10.5965/1414573101572026e0108Palavras-chave:
capitaloceno, dança, educação somática, criação, cenaResumo
Este artigo discute como a dança e a educação somática podem tensionar o ideário do “supercorpo” e propor corporeidades vulneráveis no enfrentamento ao Capitaloceno. A partir de referências como Haraway, Krenak e Tsing, e de práticas inspiradas em Klauss Vianna, Martha Graham e na convivência com seres tentaculares, como minhocas de composteira, a pesquisa culminou na criação da prática corporal Movimentos Tentaculares e da obra cênica 2415. Essas experiências exploraram a vulnerabilidade como potência e questionaram hierarquias antropocêntricas, mobilizando o público para refletir sobre futuros multiespécie.
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