L’œil et la main: la phénoménologie de la perception dans les graphies du portrait et de l’autoportrait

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.5965/259446301022026e8561

Mots-clés :

phénoménologie du regard, pensée complexe, portrait et autoportrait, appropriation critique

Résumé

Cet article rend compte d’une expérience pédagogique développée dans l’unité curriculaire Arts à l’Institut Fédéral de Santa Catarina – Campus de Tubarão, auprès de classes de première année des cursus techniques intégrés en Administration et en Automatisation Industrielle. Il a pour objectif d’analyser, à partir de la pensée complexe, la phénoménologie du regard appliquée aux pratiques de dessin du portrait et de l’autoportrait, comprise comme un champ de production de sens dans les processus d’auctorialité graphique. La méthodologie se caractérise par une approche descriptive et interprétative, articulant la cartographie (Sant'Anna, 2024) comme principe directeur de l’expérience, à partir duquel se structurent quatre actes interdépendants: le premier, face à soi; le second, face à l’héritage; le troisième, face au montage; et le quatrième, face à l’image complexe. Sur le plan théorique, l’analyse mobilise la phénoménologie de la perception (Merleau-Ponty, 2018), la compréhension de l’image comme événement et survivance (Didi-Huberman, 2013), la représentation comme production de sens (Hall, 2016) et la pensée complexe (Morin, 2015), afin de soutenir le dessin comme champ relationnel dans lequel perception, image et expérience s’impliquent mutuellement. Il est soutenu que la phénoménologie du regard permet la formation esthétique et politique des étudiants, en déplaçant le dessin d’une logique représentationnelle vers un champ d’expérience sensible et critique.

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Biographie de l'auteur

Kellyn Batistela, Universidade do Estado de Santa Catarina

Doutoranda em Artes Visuais pela UDESC (2017), bolsista FAPESC; mestre em Teoria Literária pela UFSC (2007); Especialista em Gestão do Produto de Moda do Vestuário (2010); Especialista em Linguagens Visuais Contemporâneas pela UDESC (2003); Tecnóloga em Design de Moda pela UNISUL (2014); Licenciada em Letras Português-Francês pela UFSC (2002); bacharel em Artes Plásticas pela UDESC (1997). Atuou como docente em instituições como: UDESC, UNISUL, Estácio de Sá SC, Centro Universitário Leonardo Da Vinci,  UNESC Maravilha, UNOESC Criciúma, UNIPLAC Lages. Participou de Salões em Arte e mostras coletivas: Prêmio Aquisição FAPEU/ IX Salão Itinerário Estadual Universitário de Artes Plásticas (1998) Florianópolis, SC; IV Salão Elke Hering (1999), Blumenau, SC; 11o Salão dos Novos de Joinville (2003), SC; 14a. Bienal Internacional de Curitiba – Polo SC, Fronteiras em aberto (2019). Integrante dos projetos de pesquisa “Acervos e arquivos artísticos em Santa Catarina, implicações e conexões”, UDESC, (2017); “Políticas e poéticas da arte africana contemporânea no contexto da globalização”, UDESC, (2018-2020). Desenvolve prática artística relacionada à arte feminina, arte de arquivo, escrita de si, estudos feministas.

Références

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Publiée

2026-06-01

Comment citer

BATISTELA, Kellyn. L’œil et la main: la phénoménologie de la perception dans les graphies du portrait et de l’autoportrait. Revista de Ensino em Artes, Moda e Design, Florianópolis, v. 10, n. 2, p. 1–27, 2026. DOI: 10.5965/259446301022026e8561. Disponível em: https://www.periodicos.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/28561. Acesso em: 2 juin. 2026.