O pensamento complexo e o pensamento divergente: um diálogo entre Morin e Rodari para o ensino da literatura
DOI :
https://doi.org/10.5965/259446301022026e8544Mots-clés :
escrita literária, ensino fundamental, pensamento complexo, pensamento divergenteRésumé
Este artigo visa construir uma aproximação entre os conceitos de Edgar Morin e Gianni Rodari, com vistas a refletir sobre o ensino da escrita literária nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Ambos os autores valorizam a literatura: Morin (2005, 2011, 2015a) por defender a capacidade da literatura de viabilizar ao ser humano o autoconhecimento, a percepção de sua multidimensionalidade, a compreensão do outro, o reconhecimento da complexidade das relações humanas e do mundo; Rodari (1982, 2000, 2009) por dedicar-se a desenvolver técnicas, reflexões e experiências para aproximar a literatura das crianças, por meio da ludicidade do desenvolvimento da linguagem, da lógica, da estética, da criatividade, da imaginação e da fantasia. Alguns exemplos de práticas pedagógicas analisadas neste artigo demonstram a viabilidade, a partir de um ambiente rico em estímulos, de encorajar a expressão criativa das crianças, desafiá-las a projetarem-se como autoras, como seres pensantes e prepará-las para uma participação ativa na sociedade. Ao tecer práticas pedagógicas à luz da complexidade e do jogo criativo com o texto literário, este artigo propõe o ensino da literatura como vivências que inter-relacionam a leitura e a escrita.
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