Ateliê e vivência da cor: Processos artísticos com pigmentos naturais
DOI:
https://doi.org/10.5965/244712671132025014Palavras-chave:
Artes Visuais, Cor, Pintura, Ateliê, Pigmento NaturalResumo
Esta pesquisa investiga processos artísticos e materiais, explorando técnicas de extração de corantes e pigmentos naturais para produções autorais em pintura e instalação, apresentadas ao final do artigo. A coleta de fontes vegetais e minerais dialoga com a vivência do artista no território, evidenciando seus deslocamentos e percursos por fontes diversas, desde a cor das terras, visíveis nas paisagens, passando por jardins, hortas, parques e mercados, até as minas de extração em grande escala. A cidade — ou cada lugar em que se vive, seja por um breve período ou por toda uma vida — torna-se ateliê, laboratório da cor, ponto de partida para a experiência pictórica. Nas transformações cromáticas, também é possível revisitar dimensões culturais, históricas e políticas, que revelam como a produção das tintas acompanha as mudanças sociais e tecnológicas ao longo do tempo. Nesse sentido, o uso de matérias-primas naturais abre espaço para a construção de paletas mais pessoais, abertas a desvios criativos, que fortalecem a autonomia em relação a insumos importados e ampliam as possibilidades de estudo na arte contemporânea.
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