Migrações do sublime: do espaço labiríntico ao tempo do desastre
DOI :
https://doi.org/10.5965/2175234618442026e0003Mots-clés :
Sublime, Labyrinthe, Catastrophe, Survie, LebensenergieRésumé
Cet article explore le sublime en tant que catégorie iconologique, en suivant les migrations de ses formules visuelles et narratives depuis l'angoisse piranésienne jusqu'au sublime du désastre contemporain. Des Carceri de Piranesi — paradigme du vertige et de la désorientation — aux montages de fractures temporelles dans l'œuvre de Hanne Darboven (Kulturgeschichte) et aux images catastrophiques réélaborées par Tacita Dean (The Russian Ending), le sublime se reconfigure comme une expérience esthétique et critique de l'incommensurable historique. En dialogue avec les réflexions de Warburg et Didi-Huberman, l'article cherche à montrer comment les images du sublime, entre passé et présent, offrent encore aujourd'hui des clés d'interprétation décisives. Dans cette perspective, la survie des images ne s'explique pas par une continuité formelle ou symbolique, mais par la persistance d'une charge énergétique — une véritable Lebensenergie — qui traverse les âges et réapparaît sous des formes déplacées et fragmentées.
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