Atraviesos de lo Sublime en el antropoceno en las obras de Mendieta y Andujar
DOI:
https://doi.org/10.5965/2175234618442026e0011Palabras clave:
Sublime en el antropoceno, Ana Mendieta, Claudia AndujarResumen
El artículo examina la reconfiguración de lo sublime en el Antropoceno, desplazándolo de la tradición que lo vinculaba a la grandiosidad de la naturaleza para situarlo en las consecuencias de la acción humana sobre el planeta. Nuestro objetivo es comprender cómo las obras de arte contemporáneo activan la experiencia de lo sublime en un contexto marcado por la devastación ambiental. La metodología se basa en una revisión crítica de la tradición estética de lo sublime, que recorre a Longino, Burke, Kant y Schiller, y dialoga con debates contemporáneos sobre la crisis climática y la responsabilidad histórica, sosteniendo que el asombro actual surge de la conciencia de la devastación producida por la propia acción humana. El análisis se centra en Siluetas (1973–81), de Ana Mendieta, y en Genocidio de los Yanomami: Muerte de Brasil (1989), de Claudia Andujar, articulando discusión teórica e interpretación formal de las obras. Como resultado, se observa que, en Mendieta, la inscripción del cuerpo en la tierra produce un sublime inmanente, marcado por el sentido de pertenencia y vulnerabilidad; en Andujar, la repetición imagística de la violencia instaura un sublime trágico que confronta al espectador con la escala ética de la catástrofe. Se concluye que, en el contexto del Antropoceno, lo sublime en estas prácticas artísticas se desplaza de la contemplación de la naturaleza grandiosa hacia una experiencia crítica vinculada a la conciencia de las rupturas ambientales y de las desigualdades producidas por la acción humana, convirtiéndose en una categoría capaz de evidenciar las tensiones entre humanidad, medio ambiente y poder.
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