Arte sapatão e a crítica da in/visibilidade, ou brincadeiras (seríssimas) com nossa história visual (e sua ausência)
DOI:
https://doi.org/10.5965/2175234617432025e0004Palavras-chave:
invisibilidade lésbica, sapatão, arte contemporânea, história da arte, crítica da arteResumo
Partindo de reflexões sobre a construção do olhar no regime visual cisheterocidental e, mais especificamente, sobre a invisibilidade lésbica nas artes visuais, proponho categorias analítico-visuais que conectam práticas artísticas contemporâneas com rastros históricos da arte sapatão. Essas categorias são organizadas em cinco painéis de imagens: Retrato da amada, O casal, Retrato sapatão, Sapabonde e Contra-arquivos. Cada painel ativa discussões teórico-estético-políticas que, embora relacionadas, podem ser lidas de forma independente. Trata-se de uma curadoria visual e conceitual aberta à errância, multiplicidade e proliferação. O que está em jogo não é apenas a presença de sapatões na história da arte, mas a possibilidade de reconfigurar os termos da in/visibilidade, reorganizar o mundo sensível e interferir na memória coletiva.
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