LE SUBLIME EST EN BAS: The marinas in the paintings of Lucas Arruda and immanence in the work of Georges Didi-Huberman
DOI:
https://doi.org/10.5965/2175234618442026e0010Resumo
A pesquisa investiga pinturas da exposição Eclipse (2025), do artista Lucas Arruda, mediante sua possível associação a determinadas chaves teóricas relacionadas ao pensamento teórico de matriz francesa, principalmente de sua recente teoria da arte. Busca-se interrogar pinturas de paisagem, focalizando marinhas pintadas por Arruda, a partir de determinados retornos epistemológicos realizados na obra de Georges Didi-Huberman. Caso da noção de sublime na produção gráfica e poética de Victor Hugo, bem como da noção de imanência apreendida do poema filosófico de Lucrécio, De rerum natura. Mais que interrogar tal plástica frente a diferentes referências teóricas, objetiva-se indagar as imagens do artista em sua clivagem, questionando se sua poética do sublime é, ao mesmo tempo, pintura de imanência, e se tal relação é pertinente ao campo da teoria e história da arte.
Downloads
Referências
AGAMBEN, Giorgio. O que é o contemporâneo? E outros ensaios. Chapecó: Argos, 2009.
ALBERTI. Da pintura. Campinas: Editora da Unicamp, 2014.
ARRUDA, Lucas. Entrevista concedida a Lilian Tone (2020-2021). TONE, Lilian (Org.). Lucas Arruda: lugar sem lugar. Porto Alegre: Fundação Iberê Camargo, 2021, p. 9-27.
ARRUDA, Lucas. Entrevista concedida a Hans Ulrich Obrist. OBRIST, Hans Ulrich (Org.). Assum preto. Madrid: Ateneo de Madrid, 2023, p. 21-31.
BENJAMIN, Walter. Constelações. Coleção textos singulares. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2025.
BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2009.
BENJAMIN, Walter. Rua de mão única. Infância berlinense: 1900. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2022.
BRENNER, Fernanda. Without a Pier. In: Lucas Arruda. Monograph. Paris: Cahiers d’Art, 2018. p.1-3. Disponível em: https://website-mendeswood.artlogic.net/usr/library/documents/main/lucas-arruda-selected-texts.pdf
BURKE, Edmund. Uma investigação filosófica acerca da origem das nossas ideias do sublime e do belo. Lisboa: Edições 70, 2013.
CATUNDA, Leda. Escotilhas temporais. TONE, Lilian (Org.). Lucas Arruda: lugar sem lugar. Porto Alegre: Fundação Iberê Camargo, 2021, p. 29-31.
COCCIA, Emanuele. Florestas del futuro. OBRIST, Hans Ulrich (Org.). Assum preto. Madrid: Ateneo de Madrid, 2023, p. 35-39.
DELEUZE, Gilles. Sobre a pintura. São Paulo: n-1 edições, 2025.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é a filosofia? São Paulo: Editora 34, 2010.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Devant l’image. Paris: Éditions du minuit, 1990.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Ninfa fluida. Essai sur le drapé-désir. Paris: Gallimard, 2015.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Ninfa moderna. Essai sur le drapé-tombé. Paris: Gallimard, 2002.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Ninfa profunda. Essai sur le drapé-tourmente. Paris: Gallimard, 2017.
FARRONATO, Milovan. Two dawns: a tumultuous one to begin and another along a seashore of sand to end. An orgasm in coral pink and an ame¬thyst night, both preceded by a lustful dusk. Online, [s.l.], 2018, p. 1-5. Disponível em: https://website-mendeswood.artlogic.net/usr/library/documents/main/lucas-arruda-selected-texts.pdf
HUGO, VICTOR. Do grotesco e do sublime. Prefácio de Cromwell. São Paulo: Perspectiva, 2014.
HUGO, Victor. O homem que ri. São Paulo: Estação Liberdade, 2014.
HUGO, Victor. Os trabalhadores do mar. São Paulo: UNESP, 2022.
HUGO, Victor. Les Malhereux. In: Les contemplations. Œuvres complètes. Paris: Taziri, 2017.
LONGINO, Pseudo. Do sublime. Tradução de Marta Isabel de Oliveira Várzeas. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2015.
LUCRÉCIO. Sobre a natureza das coisas. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2017.
GOETHE, Johann Wolfgang. O jogo das nuvens. Lisboa: Assírio e Alvim, 2012.
MERLEAU-PONTY, Maurice. Le visible et l’invisible. Paris: Flammarion, 1964.
NANCY, Jean-Luc. Le fond des images. Paris: Galilée, 1993.
NANCY, Jean-Luc. Le sens du monde. Paris: Galilée, 2003.
NANCY, Jean-Luc. Les muses. Paris: Galilée, 1994.
PUGLIESE, Vera. Entre duas barcas: notas sobre regimes de visualidade e de discursos na história da arte. ARS (São Paulo), São Paulo, v. 15, n. 31, p. 25-53, set./dez. 2017. Disponível em: https://revistas.usp.br/ars/article/view/125972/139257
QUINTELLA, Pollyana. Claro Enigma. Folder, texto curatorial Eclipse (2025), Lucas Arruda. São Paulo: Mendes Wood DM, 2025. Disponível em: https://mendeswooddm.com/usr/library/documents/main/claro-enigma_pt.pdf
RAGAZZI, Alexandre; LEMOS, Maya. Repensar o sublime. Chamada aberta da revista Palíndromo, 2025. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/palindromo/announcement/view/551
SERRES, Michel. O Nascimento da física no texto de Lucrécio: correntes e turbulências. São Paulo: Unesp, 2003.
SCHILLER, Friedrich. Do sublime ao trágico. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2016.
SCHILLER, Friedrich. Objetos trágicos, objetos estéticos. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2022.
SÜSSEKIND, Pedro. Schiller e a atualidade dos sublimes. In: Do sublime ao trágico. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2016, p. 75-120.
SHARP, Chris. The Creation of Silence. In: Lucas Arruda. Monograph. Paris: Cahiers d’Art, 2018. p.1-4. Disponível em: https://website-mendeswood.artlogic.net/usr/library/documents/main/lucas-arruda-selected-texts.pdf
WACHTER, Ellen Mara de. Lucas Arruda. Vitamin Press: New York, 2017, p. 1. Disponível em: https://website-mendeswood.artlogic.net/usr/library/documents/main/lucas-arruda-selected-texts.pdf
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Adriel Dalmolin Zortéa

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
DECLARAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS
a. Os artigos publicados pela revista são de uso gratuito, destinados a aplicações acadêmicas e não comerciais. Todos os direitos autorais são atribuídos à revista. Os artigos cujos autores são identificados representam a expressão do ponto de vista de seus autores e não a posição oficial da Revista Palíndromo. O (s) autor (es) compromete-se sempre que publicar material referente ao artigo publicado no Palíndromo mencionar esta publicação da seguinte forma:
Este artigo foi publicado originalmente pela revista Palíndromo em seu volume (coloque o volume), número (coloque o número) no ano de (coloque o ano) e pode ser acessado em: http://www.revistas.udesc.br/index.php/palindromo
b. Plágio, em todas as suas formas, constitui um comportamento antiético de publicação e é inaceitável. A revista Palíndromo utiliza o software iThenticate de controle de similaridade