LE SUBLIME EST EN BAS: The marinas in the paintings of Lucas Arruda and immanence in the work of Georges Didi-Huberman

Autores

  • Adriel Dalmolin Zortéa UFSC

DOI:

https://doi.org/10.5965/2175234618442026e0010

Resumo

A pesquisa investiga pinturas da exposição Eclipse (2025), do artista Lucas Arruda, mediante sua possível associação a determinadas chaves teóricas relacionadas ao pensamento teórico de matriz francesa, principalmente de sua recente teoria da arte. Busca-se interrogar pinturas de paisagem, focalizando marinhas pintadas por Arruda, a partir de determinados retornos epistemológicos realizados na obra de Georges Didi-Huberman. Caso da noção de sublime na produção gráfica e poética de Victor Hugo, bem como da noção de imanência apreendida do poema filosófico de Lucrécio, De rerum natura. Mais que interrogar tal plástica frente a diferentes referências teóricas, objetiva-se indagar as imagens do artista em sua clivagem, questionando se sua poética do sublime é, ao mesmo tempo, pintura de imanência, e se tal relação é pertinente ao campo da teoria e história da arte.

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Publicado

20-05-2026

Como Citar

DALMOLIN ZORTÉA, Adriel. LE SUBLIME EST EN BAS: The marinas in the paintings of Lucas Arruda and immanence in the work of Georges Didi-Huberman. Palíndromo, Florianópolis, v. 18, n. 44, p. 1–42, 2026. DOI: 10.5965/2175234618442026e0010. Disponível em: https://www.periodicos.udesc.br/index.php/palindromo/article/view/28263. Acesso em: 21 maio. 2026.

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Artigos Seção temática