Conversas no ateliê – a cidade como laboratório
DOI:
https://doi.org/10.5965/244712671132025083Palavras-chave:
Artes Visuais, Cidade, Pintura, Experiência Poética, Processo CriativoResumo
O artigo investiga o ateliê do artista como um dispositivo expandido e fluido, que ultrapassa o espaço físico e se manifesta nos deslocamentos, na atenção e na presença deste sujeito em seu entorno. A cidade, por sua vez, atua não apenas como cenário artístico, mas como agente ativo da formação e do processo criativo. Por outro lado, em contraponto ao ritmo urbano, os estúdios configuram-se como espaços de suspensão do tempo, nos quais a experiência poética assume centralidade, mais do que o resultado material da obra. As autoras refletem sobre os desafios de se produzir arte em contextos de economia relativamente escassa, articulando suas trajetórias acadêmicas e afinidades pessoais. O texto, redigido em terceira pessoa, busca a horizontalidade e a fluidez do relato, propondo uma revisão crítica do mito do artista isolado em seu ateliê. Ao compreender este espaço como território de experimentação e extensão da vida cotidiana, o artigo ressalta a permeabilidade entre cidade, corpo e criação, onde cada experiência vivida torna-se matéria visual e sensível do fazer artístico.
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Referências
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