Vestígios de um quintal/ateliê: Encontros com as linhas do desenho
DOI:
https://doi.org/10.5965/244712671132025111Palavras-chave:
Desenho, Ensino, Experimentações, Deriva Cartográfica, Quintal/AteliêResumo
Este artigo traz alguns vestígios deixados por derivas cartográficas oriundas de encontros ocorridos em um quintal, o qual é compreendido como espaço de ateliê, tanto da artista quanto da professora, uma das autoras do texto. Na escrita, reverberam as sensações experimentadas naquele local, em contato com a terra e a natureza, trazendo práticas artísticas contemporâneas com o desenho, que criam linhas de conexões com a docência e, também, com a arte e a vida. Ao explorar os acontecimentos que se insinuam no quintal/ateliê e na percepção de seus imprevistos, busca-se trazer os possíveis desdobramentos para um ensino com o desenho, e não apenas sobre o desenho. Nesse sentido, o ensino com o desenho é compreendido como diferença, com autores como Gilles Deleuze e Félix Guattari, além de Ana Godoy e Tim Ingold, respectivamente, com os sentidos de deriva e de habitar. Por meio de deslocamentos como campo de experimentações, potencializa caminhos possíveis nos quais os processos de criação envolvidos no processo poético com o desenho tornam-se também um dispositivo de e para o seu ensino.
Downloads
Referências
ALVAREZ, Johnny; PASSOS, Eduardo. Cartografar é habitar um território existencial. In: PASSOS, E.; KASTRUP, V.; ESCÓSSIA, L. da (orgs.). Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2015. p. 131-149.
BARROS, Manoel de. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2013.
BARROS, Manoel de. Retrato do artista quando coisa. In: BARROS, Manoel de. Meu quintal é maior do que o mundo: Manoel de Barros, antologia. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
CORAZZA, Sandra Mara. Artistagens: filosofia da diferença e educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
DELEUZE, Gilles. A literatura e a vida. In: Crítica e clínica. 2. ed. Trad. Peter Pál Pelbart. São Paulo: Editora 34, 2011. p. 11-17.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia 2. Vol. 1. 2. ed. Trad. Ana Lúcia de Oliveira; Aurélio Guerra Neto; Célia Pinto Costa. São Paulo: Editora 34, 2011.
FERNANDES, Priscila Correia. Movimento de cultivar mato ou o inventar uma pesquisa em educação. In: SCARELI, Giovana; FERNANDES, Priscila Correia (orgs.). O que te move a pesquisar? Ensaios e experimentações com cinema, educação e cartografias. Porto Alegre: Sulinas, 2016.
FOUCAULT, Michel. Isto não é um cachimbo. 7. ed. Trad. Jorge Coli. São Paulo: Paz e Terra, 2016.
GODOY, Ana. A menor das ecologias. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008.
INGOLD, Tim. Estar vivo: ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição. Trad. Fábio Creder. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015. (col. Antropologia.)
RAYCK, Diego. O desenho desenha a si Convulsão, potência e continuum no processo artístico. Palíndromo, Florianópolis, v. 9, n. 17, p. 40-60, 2017. DOI: 10.5965/2175234609172017040. Disponível em: https://periodicos.udesc.br/index.php/palindromo/article/view/9310. Acesso em: 25 fev. 2025.
TIBURI, Márcia; CHUÍ, Fernando. Diálogo/desenho: Márcia Tiburi e Fernando Chuí. São Paulo: Senac São Paulo, 2010.
TOMITA, Taliane Graff. Entre o desenho e a Terra: linhas em devir. Tese (Doutorado em Artes Visuais no Programa de Pós Graduação em Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina – PPGAV) – UDESC, Florianópolis, 2025.
ZORDAN, Paola. Gaia Educação: Arte e filosofia da diferença. Curitiba: Appris, 2019.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Taliane Graff Tomita, Elaine Schmidlin

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Os autores de trabalhos submetidos à Revista APOTHEKE autorizam sua publicação em meio físico e eletrônico, unicamente para fins acadêmicos, podendo ser reproduzidos desde que citada a fonte. Os mesmos, atestam sua originalidade, autoria e ineditismo.
Os artigos publicados pela revista são de uso gratuito, destinados a aplicações
acadêmicas e não comerciais. Os direitos autorais são todos cedidos à revista. Os artigos cujos autores são identificados representam a expressão do ponto de vista de seus autores e não a posição oficial da Revista Apotheke. O(s) autor(es) se compromete(m) a sempre que publicar material referente ao artigo publicado na Revista Apotheke mencionar a referida publicação da seguinte forma:
"Este artigo foi publicado originalmente pela revista Apotheke em seu volume (colocar o volume), número (colocar o número) no ano de (colocar o ano) e pode ser acessado em: http://www.revistas.udesc.br/index.php/APOTHEKE/index"
É responsabilidade dos autores a obtenção da permissão por escrito para usar em seus artigos materiais protegidos pela Lei de Direitos Autorais. A revista Apotheke não é responsável por quebras de direitos autorais feitas por seus colaboradores.
Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho licenciado sob Licença Creative Commons do tipo atribuição BY-NC:
Atribuição (BY): os licenciados têm o direito de copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, conquanto que deem créditos devidos ao autor ou licenciador, na maneira especificada por estes.
Uso Não comercial (NC): os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, desde que sejam para fins não comerciais.
Após a publicação dos artigos, os autores permanecem com os direitos autorais e de republicação do texto.
