Ateliês

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DOI:

https://doi.org/10.5965/244712671132025031

Palavras-chave:

Ateliê, Pintura, Arte moderna, Museu, Processo criativo

Resumo

Este artigo apresenta uma reflexão sobre a diferença entre visitar um ateliê e visitar sua recriação dentro de um museu e entre ver uma obra no ateliê do artista e em vivenciá-la em um espaço museológico. Tem como ponto de partida a transposição de três ateliês de artistas em espaços museológicos: o ateliê de Piet Mondrian, na 22a Bienal de São Paulo, em 1994; o ateliê de Jackson Pollock, no MoMA, em Nova York, na ocasião de sua mostra retrospectiva, em 1998; e o ateliê de Francis Bacon, em The Hugh Lane Gallery, em Dublin, aberto ao público em 2001. O texto também traça algumas observações sobre mudanças que o espaço onde o artista trabalha sofreu com o tempo, no ocidente, desde o Renascimento, e como isso é representado pelos termos mais utilizados hoje: ateliê, que remete às oficinas de marcenaria, espaços abertos a visitantes e povoados de aprendizes e ajudantes e estúdio, originalmente um local reservado e dedicado ao estudo.

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Biografia do Autor

Fernando Cidade Broggiato, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Também conhecido como Fernando Burjato (Ponta Grossa, PR, 1972). Artista plástico, graduado pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná e mestre e doutor em artes pela UNESP. É professor de disciplinas de Pintura e Desenho Artístico no Instituto de Artes da UNICAMP.

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Publicado

28-12-2025

Como Citar

CIDADE BROGGIATO, Fernando. Ateliês. Revista Apotheke, Florianópolis, v. 11, n. 3, p. 031–045, 2025. DOI: 10.5965/244712671132025031. Disponível em: https://www.periodicos.udesc.br/index.php/apotheke/article/view/27987. Acesso em: 8 jan. 2026.

Edição

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Artigos Seção temática