Ateliês
DOI:
https://doi.org/10.5965/244712671132025031Palavras-chave:
Ateliê, Pintura, Arte moderna, Museu, Processo criativoResumo
Este artigo apresenta uma reflexão sobre a diferença entre visitar um ateliê e visitar sua recriação dentro de um museu e entre ver uma obra no ateliê do artista e em vivenciá-la em um espaço museológico. Tem como ponto de partida a transposição de três ateliês de artistas em espaços museológicos: o ateliê de Piet Mondrian, na 22a Bienal de São Paulo, em 1994; o ateliê de Jackson Pollock, no MoMA, em Nova York, na ocasião de sua mostra retrospectiva, em 1998; e o ateliê de Francis Bacon, em The Hugh Lane Gallery, em Dublin, aberto ao público em 2001. O texto também traça algumas observações sobre mudanças que o espaço onde o artista trabalha sofreu com o tempo, no ocidente, desde o Renascimento, e como isso é representado pelos termos mais utilizados hoje: ateliê, que remete às oficinas de marcenaria, espaços abertos a visitantes e povoados de aprendizes e ajudantes e estúdio, originalmente um local reservado e dedicado ao estudo.
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