Pintura e Performance: o Protagonismo da Ação Corporal nos Processos de Criação
DOI:
https://doi.org/10.5965/244712671132025165Palavras-chave:
Pintura, Performance, Corpo, Gesto, MaterialidadeResumo
Este artigo tem por objetivo analisar a produção da arte performática no diálogo entre corpo e artes visuais. Parte-se do entendimento de que o corpo, enquanto agente expressivo e ativo, pode desempenhar papel fundamental nos processos de criação artística, não apenas como instrumento, mas como presença que imprime gestos e intencionalidades na materialidade da obra. Para construir a base teórica desta investigação, a pesquisa recorreu a algumas contribuições teóricas, como os estudos de Renato Cohen, no que diz respeito à compreensão da performance enquanto linguagem artística; Leda Maria Martins, cuja noção de gesto é explicada como inscrições de saberes culturais; Jorge Glusberg para a compreensão histórica da relação entre artes visuais e performance e, Gilles Deleuze no sentido de perceber o corpo como potência criativa e geração de sentidos. Em relação ao percurso metodológico, duas categorias de análise foram mobilizadas: a de corpo como suporte e corpo como mediação. Dos processos criativos observados, ficou evidenciado a força do gesto, da movimentação e da presença do corpo na construção da imagem. A pesquisa observou, em suas considerações finais, um deslocamento do olhar para o processo de criação, com atenção às marcas, repetições e variações corporais que se manifestam ao longo da produção, respeitadas as particularidades de cada artista. Também, no processo de hibridização entre a linguagem performática e a pictórica, o protagonismo do corpo como agente indispensável na elaboração da obra artística
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Referências
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