O brincar colaborativo como dispositivo pedagógico na educação do artista
DOI:
https://doi.org/10.5965/244712671132025146Palavras-chave:
arte, educação, brincadeiras, jogos tradicionais, práticas colaborativasResumo
O presente artigo tem como objetivo investigar as contribuições das brincadeiras e dos jogos tradicionais brasileiros na educação do/a artista, introduzidos de maneira a enfrentar assunções consolidadas na formação desse/a artista no cenário universitário brasileiro. Tendo o curso de graduação em Artes do Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS) da UFF, Niterói, como lócus de experimentação, essas práticas pedagógicas têm sido aplicadas a partir da disciplina Proposições com Interações Humanas e Ambientais, oferecida para os/as ingressantes no curso de graduação. Com a introdução de brincadeiras e jogos como práticas coletivas, objetiva-se colocar em disputa a noção de que o/a artista necessita se manter isolado no mundo, fechado/a em seu universo próprio, como condição indispensável para o processo de criação. Com as práticas colaborativas do jogar e brincar tradicionais (peteca, amarelinha, cama de gato, pega-pega, entre outros) almeja-se, através da ludicidade e da participação, intervir nos processos de formação do/a artista, estimulando ações e situações que se orientam pelas noções de trocas e de partilha.
Downloads
Referências
BERGIN, Paul. Andy Warhol: The Artist as Machine. Art Journal, v. 26, n. 4, p. 359-363, 1967.
BERNARDES, Elizabeth Lannes. Jogos e brincadeiras: ontem e hoje. Cadernos de História da Educação, n. 4, p. 45-54, jan./dez. 2005. https://seer.ufu.br/index.php/che/article/view/384
BISHOP, Claire. The Social Turn: Collaboration and its Discontents. Artforum, v. 44, n. 6, fev. 2006, p. 178-183.
BOURRIAUD, Nicholas. Estética relacional. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
BUREN, Daniel. The Function of the Studio. In: DOHERTY, Claire (ed.). From Studio to Situation. Londres: Black Dog Publishing, 2004. p. 16-27.
DE DUVE, Thierry; KRAUSS, Rosalind (trad.). Andy Warhol, or the Machine Perfected. October, v. 48, p. 3-14, 1989.
FOUCAULT, Michel. O que é um autor? In: FOUCAULT, Michel. Ditos e escritos III - Estética: Literatura e Pintura, Música e Cinema. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006. p. 264-298.
GABLIK, Suzi. The Reenchantment of Art. Nova York: Thames and Hudson, 2002.
GENET, Jean. O ateliê de Giacometti. São Paulo: Cosac & Naify, 2001.
HALPERIN, Julia; BOUCHER, Brian. Jeff Koons Radically Downsizes His Studio, Laying Off Half His Painting Staff. Artnet, 20 jun. 2017. https://news.artnet.com/art-world/jeff-koons-radically-downsizes-his-studio-laying-off-half-his-painting-staff-998666
HUYSSEN, Andreas. Escapando da amnesia: o museu como cultura de massa. Revista do Patrimônio, Rio de Janeiro, n. 23, p. 35-57, 1994.
KESTER, Grant H. Dialogical Aesthetics. In: KESTER, Grant H. Conversation Pieces. Berkeley, Califórnia: University of California Press, 2004. p. 82-123.
KISHIMOTO, Tizuko Morchidda. Jogos, brinquedos e brincadeiras do Brasil. Espacios en blanco. Serie indagaciones, v. 24, n. 1, p. 81-105, 2014.
LACY, Suzanne. Cultural Pilgrimages and Metaphoric Journeys. In: LACY, Suzanne, Mapping the Terrain - New Genre Public Art. Seattle, Wash.: Bay Press, 1996. p. 19-47.
O ́DOHERTY, Brian. Studio and Cube. Nova York: Bueli Center/Columbia University, 2007.
O ́DOHERTY, Brian. No interior do cubo branco. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
OLIVEIRA, Luiz Sérgio de. O despejo do artista. Concinnitas, Rio de Janeiro, v. 12, p. 24-37, 2011. https://www.e-ublicacoes.uerj.br/concinnitas/article/ view/15254/11555.
TENÓRIO, Jederson Garbin; SILVA, Cinthia Lopes da. Educação Física escolar e Artes: Experiência Pedagógica a partir de Jogos e Brincadeiras. Salusvita, Bauru, v. 34, n. 3, p. 417-436, 2015.
WILSON, William. Prince of Boredom: The Repetitions and Passivities of Andy Warhol. Art and Artists, v. 2, p. 12-15, 1968.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Luiz Sérgio de Oliveira, Giovanna Alves de Carvalho

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Os autores de trabalhos submetidos à Revista APOTHEKE autorizam sua publicação em meio físico e eletrônico, unicamente para fins acadêmicos, podendo ser reproduzidos desde que citada a fonte. Os mesmos, atestam sua originalidade, autoria e ineditismo.
Os artigos publicados pela revista são de uso gratuito, destinados a aplicações
acadêmicas e não comerciais. Os direitos autorais são todos cedidos à revista. Os artigos cujos autores são identificados representam a expressão do ponto de vista de seus autores e não a posição oficial da Revista Apotheke. O(s) autor(es) se compromete(m) a sempre que publicar material referente ao artigo publicado na Revista Apotheke mencionar a referida publicação da seguinte forma:
"Este artigo foi publicado originalmente pela revista Apotheke em seu volume (colocar o volume), número (colocar o número) no ano de (colocar o ano) e pode ser acessado em: http://www.revistas.udesc.br/index.php/APOTHEKE/index"
É responsabilidade dos autores a obtenção da permissão por escrito para usar em seus artigos materiais protegidos pela Lei de Direitos Autorais. A revista Apotheke não é responsável por quebras de direitos autorais feitas por seus colaboradores.
Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho licenciado sob Licença Creative Commons do tipo atribuição BY-NC:
Atribuição (BY): os licenciados têm o direito de copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, conquanto que deem créditos devidos ao autor ou licenciador, na maneira especificada por estes.
Uso Não comercial (NC): os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, desde que sejam para fins não comerciais.
Após a publicação dos artigos, os autores permanecem com os direitos autorais e de republicação do texto.
