Precarização no Spotify: o trabalho do músico mediado por plataforma de streaming

Autori

Abstract

O streaming é o principal vetor de crescimento da indústria musical desde 2017, segundo dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (2024). A pesquisa que originou este artigo tinha como objetivo compreender a relação entre a plataforma de streaming Spotify, a precarização do trabalho na música e a plataformização do trabalho. Para isso, foram realizadas entrevistas semidiretivas com artistas independentes que disponibilizam faixas na plataforma, além de pesquisa bibliográfica e análise documental. Os principais resultados do trabalho incluem a descrição e análise do processo de pitch; a compreensão dos entrevistados sobre a forma de gerenciamento do Spotify; a análise das condições de uso do streaming, além da discussão sobre os sentidos do trabalho autônomo no ramo da música. Concluímos que a relação entre músicos e Spotify é marcada por competitividade e hierarquização dos artistas pelo streaming, desigualdade de forças entre a plataforma e os artistas, pouca transparência na relação e, por fim, o pagamento insuficiente por reprodução de músicas, fatores que contribuem para a precarização do trabalho na música.

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Biografie autore

Paula Regina Pereira Marcelino, Universidade de São Paulo

Professora do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e do seu programa de pós-graduação. Autora de artigos e livros sobre terceirização, sindicalismo e precarização do trabalho.

Seham Furlan Ochoa, Universidade de São Paulo

Graduada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Tem formação em Canto Lírico pela Escola de Música do Estado de São Paulo. Pesquisa sobre trabalho e música.

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Pubblicato

2026-05-19

Come citare

MARCELINO, Paula Regina Pereira; OCHOA, Seham Furlan. Precarização no Spotify: o trabalho do músico mediado por plataforma de streaming. Orfeu, Florianópolis, v. 11, n. 1, p. e0104, 2026. Disponível em: https://www.periodicos.udesc.br/index.php/orfeu/article/view/27123. Acesso em: 21 mag. 2026.