Artifícios e artefatos entre memória e história
Abstract
Este artigo pretende discutir ideias, ações e experiências de pessoas identificadas como “de esquerda” por elas mesmas e também por seus oponentes, ou mais precisamente como “nova esquerda”, como proposto por vários estudiosos, para distingui-las dos grupos comunistas de formação tradicional (estalinistas, trotskistas, etc.) já atuando nas décadas precedentes, que tiveram destaque na resistência à ditadura civil-militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985, em particular apoiando lutas por melhores condições de vida e de trabalho, bem como por liberdades em geral, aproveitando para isto documentos produzidos por elas encontrados em fundos públicos ou privados. Em especial, o texto focaliza a participação destas esquerdas em sindicatos e movimentos sociais, e em organizações da sociedade civil e mesmo em instâncias institucionais, sempre em disputa com as oposições liberais e populistas, com o objetivo de entender a relevância ou não desta participação e, sobretudo, as possíveis influências que exerceram nos rumos assumidos pelo Brasil contemporâneo, uma vez que muitos de seus membros estavam sintonizados com as críticas da falta de independência das mobilizações e organizações das classes subalternas, com a importância da luta das mulheres e das minorias sociais por direitos, o que pode ter emprestado características peculiares ao processo de democratização do País.Downloads
Download data is not yet available.
Downloads
Published
2016-03-27
Issue
Section
Dossiê
License
The articles published by the magazine are for free use, destined for educational purposes and not commercial. The copyrights are all granted to the magazine. The articles whose authors are identified represent the expressed opinion of its authors and not the official position of the Tempo e Argumento magazine or of the Postgraduate Program in History of the Universidade do Estado de Santa Catarina.How to Cite
Artifícios e artefatos entre memória e história. Tempo e Argumento, v. 7, n. 16, p. 56–80, 27 Mar.2016.


