A natureza entre inscrição e matéria: dois momentos na obra de Alain Huck
DOI:
https://doi.org/10.5965/2175234618442026e0012Palavras-chave:
Alain Huck, Neomaterialismo, EscrituraResumo
O trabalho investiga como duas obras de Alain Huck reconfiguram a relação entre natureza, matéria e escritura, ao mobilizarem procedimentos que tornam visível a agência dos materiais. Metodologicamente, articula-se uma análise formal e material das obras, com referenciais teóricos de Bennett e Derrida, a fim de compreender-se como processos de depósito, corte e contenção instauram formas específicas de legibilidade. Os resultados indicam que carvão, vegetal, plástico e luz operam como agentes de inscrição, produzindo regimes de rastro, ferida e adiamento que desafiam tanto o modelo representacional quanto a vitalidade celebratória atribuída ao neomaterialismo. Conclui-se que Huck elabora uma escritura material que desloca o sublime longiniano, ao transformar a grandeza visual em experiência de opacidade, instabilidade e memória residual, propondo uma estética fundada na persistência dos restos e na suspensão da transparência.
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Referências
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